“Sobre o telhado/flores de castanheiro/ ignoradas”, escreveu o poeta japonês Matsuo Bashô (1644-1694).
Como no haicai de Bashô, o telhado de galhos do Casarão do Chá permaneceu ignorado durante muito tempo, prestes a beijar o chão. Mas, graças à persistência de um grupo de japoneses e descendentes de Mogi das Cruzes (a 63 km da capital), está na iminência de ser totalmente recuperado – e, no ano que vem, será reinaugurado com o milenar rito da Cerimônia do Chá.
